quarta-feira, 13 de abril de 2011

Capacidade multitarefa do cérebro diminui com a idade

Capacidade do cérebro em ignorar informações irrelevantes diminui com a idade.




 
A capacidade de realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo cai à medida que o homem envelhece. Uma nova pesquisa aponta que o motivo pelo qual pessoas mais velhas têm mais dificuldade em alternar tarefas está nas redes neurais.

Lidar com múltiplas tarefas envolve a memória de curta duração, que define a capacidade de manter e manipular uma determinada informação em um período de tempo.

Essa memória de trabalho é a base de todas as operações mentais, de decorar um número de telefone a digitá-lo em um aparelho, de manter o ritmo de uma conversa a conduzir funções complexas como raciocinar ou aprender.

"Os resultados do estudo sugerem que o impacto negativo das múltiplas tarefas na memória de trabalho não é necessariamente um problema com a memória, mas deriva de uma interação entre atenção e memória", disse Adam Gazzaley, professor da Universidade da Califórnia em San Francisco, um dos autores do estudo que será publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Multitarefa em declínio

De acordo com o estudo, a dificuldade em realizar mais de uma tarefa em um mesmo período de tempo está no momento de alternar entre uma atividade e outra.

O problema fundamental não são as próprias tarefas ou as interrupções, mas as distrações. A pesquisa indica que a capacidade do cérebro em ignorar informações irrelevantes cai com a idade e que isso impacta na memória de trabalho.

O estudo reforça que as "coisas da idade", como costumam ser chamados episódios comuns de distração e esquecimento, têm um impacto maior em indivíduos mais velhos.

Os pesquisadores compararam a memória funcional de jovens saudáveis (com idade média de 24,5 anos) e de idosos também saudáveis (com média de 69,1 anos) em testes envolvendo diversas tarefas simultâneas.

Capacidade de concentração

Por meio de imagens de ressonância magnética, analisaram o fluxo sanguíneo nos cérebros dos participantes de modo a tentar identificar as atividades de circuitos e redes neurais.

Os participantes tinham que observar uma determinada cena e fixá-la por 14,4 segundos. Durante o período, entrava uma interrupção, na forma da imagem de um rosto, e os voluntários tinham que determinar o sexo e a idade estimada da pessoa. Em seguida, tinham que lembrar a cena original.

Os mais velhos mostraram maior dificuldade em fixar a imagem original. Os exames de ressonância mostraram que quando os participantes eram interrompidos, o processo de fixação da memória dava lugar ao próprio processamento da interrupção.

Os mais jovens conseguiam restabelecer a conexão com a rede da memória após a interrupção, desligando-se da imagem que apareceu no meio do teste. Já os mais velhos, na média, tiveram dificuldade tanto para se desligar da interrupção como para restabelecer a rede neural associada com a memória da cena original.

"O impacto das distrações e das interrupções revela a fragilidade da memória de trabalho. Esse é um fato importante a se considerar, uma vez que vivemos em um meio em que cada vez há mais interferências e exigências, como o aumento na quantidade de dispositivos que transportam informação", disse Gazzaley.

Agência FAPESP
















quinta-feira, 24 de março de 2011

Ortorexia o impulso por comer comidas saudáveis e praticar exercícios físicos

Transtorno pode preceder a anorexia e a bulimia. Conceito é novo e preocupa especialista.

O britânico Sam Monkhouse sofre de um distúrbio alimentar que deixa pacientes obsessivos por comer alimentos saudáveis e fazer muitos exercícios físicos. Especialistas afirmam que a ortorexia pode levar a outros transtornos como a anorexia e bulimia.




Monkhouse de 21 anos, da cidade inglesa de Portsmouth, diz prestar muita atenção ao que ingere por desejar ter um bom corpo. "Sigo uma dieta rica em proteínas, sem carboidratos", diz ele.



Rotina



Monkhouse, que é funcionário de uma fábrica, conta que faz exercícios durante os intervalos que tem no trabalho.



"Eu treino duas vezes por dia, sete dias por semana. Na fábrica, durante meu horário de almoço, levanto pesos, faço abdominais e flexões", diz ele. "Quando vou para casa, corro por 45 minutos e faço mais exercícios de alto impacto. Ao todo, devo gastar mais de duas horas diariamente me exercitando."



Apesar de considerar "horrível" o gosto de queijo cottage, ele diz que almoça o laticínio magro (feito com coalhada e com média de apenas 4% de gordura) diariamente.



"Em 90% do tempo, como apenas queijo cottage, iogurte natural, ovos e frango", diz. "Se como um hambúrguer, coisa que acontece muito raramente, sinto que tenho que queimar o que comi imediatamente porque sei que se transformará em gordura que não quero no meu corpo."



Vulnerabilidade



O Centro Nacional para Distúrbios Alimentares britânico (NCFED, na sigla em inglês) recebe mais de seis mil ligações e e-mails por ano de pessoas que sofrem de ortorexia.



Seus especialistas se dizem preocupados que muitos jovens possam ser vítimas de dietas falsamente saudáveis recomendadas em revistas e internet.



"Nos meus 30 anos de experiência, calculo que uma em cada dez mulheres e um em cada 20 homens sofra de ortorexia", diz a especialista do NCFED Deanne Jade.



"Não é apenas um desejo de comer de forma saudável, é algo que passa a dominar cada vez sua vida. Eu chamo a ortorexia a prima da anorexia. Pessoas com sinais de ortorexia podem desenvolver outras doenças e apresentar problemas de saúde graves no futuro", diz ela.



Da BBC



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

DOPING GENÉTICO: UMA TENTAÇÃO PARA A COPA E OS JOGOS DO BRASIL

Até os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil terá condições de formar toda uma geração de atletas de alto desempenho e, como país sede, incrementar o investimento não apenas financeiro, mas também em equipamentos e conhecimento científico para fazer bonito no quadro de medalhas. É óbvio que o mesmo desejo de fazer bonito vale para a Copa do Mundo de 2014. Entretanto, existe um temor justificado de que atletas, treinadores e outros profissionais ligados ao esporte de competição recorram a técnicas menos lícitas para ampliar a performance para além dos limites fisiológicos.



“Nesta nova era, a da medicina genômica, o mapeamento e sequenciamento do DNA tornou possível rastrear o genoma humano com a intenção de identificar estes genes e as variantes genéticas que o afetam e, consequentemente, caracterizar geneticamente os ‘fenômenos’ do esporte de alto rendimento. Toda esta tecnologia laboratorial ainda tornou realidade a manipulação de genes, uma estratégia desenvolvida para fins terapêuticos, mas referida no mundo esportivo como ‘doping genético’”, escreveu o Prof. Rodrigo Gonçalves Dias (CREF 059988-G/SP) em artigo que acaba de ser publicado pela Revista Brasileira de Medicina do Esporte (Edição Jan/Fev 2011).


Rodrigo Dias é Profissional de Educação Física e doutor em Biologia Funcional e Molecular pelo IB da Unicamp. Sua pesquisa de doutorado, envolvendo genética e exercício físico, foi desenvolvida em conjunto com o Instituto do Coração (Incor) da USP, onde permanece como pesquisador. Atualmente, ele coordenada a linha de pesquisa “Análise Genômica dos Fenótipos de Boa Forma Física Relacionada à Saúde & Performance Física Humana” – abreviadamente “GENEs of HIGH Performance”, projeto em parceria com a Polícia Militar do Estado de São Paulo.





terça-feira, 11 de janeiro de 2011

JOVENS COM BONS HÁBITOS, ENVELHECEM COM BONS NÍVEIS DE COLESTEROL

Praticar exercícios físicos regulares, ter uma alimentação equilibrada, manter um peso saudável e não fumar na adolescência pode fazer grande diferença nos níveis de colesterol na idade adulta, segundo estudo publicado na edição de janeiro da revista científica Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.

Acompanhando 539 pessoas desde o ano de 1985, quando tinham nove, 12 ou 15 anos, até o ano de 2005, pesquisadores australianos e finlandeses observaram que grande proporção daqueles que eram considerados de alto risco para dislipidemia (problemas de colesterol ou triglicérides) no início do estudo não apresentavam o mesmo perfil 20 anos mais tarde. E essa melhoria foi atribuída a mudanças positivas no estilo de vida.
Segundo os autores, os níveis de alto risco foram definidos como colesterol total de 240 mg/dL ou mais, LDL (colesterol ruim) de pelo menos 160 mg/dL, HDL (colesterol bom) de menos de 40 mg/dL, ou triglicérides de 200 mg/dL ou maior. E as pessoas que mantiveram esse perfil entre a infância e a idade adulta apresentaram maior ganho de gordura corporal, além de serem mais propensas a começar ou a continuar a fumar durante o acompanhamento. O mesmo ocorria com aqueles que mudaram de baixo para alto risco durante o estudo, apresentando também pior condicionamento físico do que adultos de baixo risco.
Os resultados indicaram, ainda, que o grupo de participantes que não melhorou nenhum fator do estilo de vida entre o final da infância e o início da vida adulta tinha o dobro da prevalência de baixos níveis de “bom” colesterol - 26,2%, contra 11,9% da média dos participantes. E aqueles que apresentaram melhora de pelo menos dois fatores de estilo de vida tiveram prevalência de baixos níveis de HDL de menos de um quarto da média do estudo.


“Nossas descobertas são importantes por duas razões. Primeiro, sugere que alterações benéficas nos fatores de risco modificáveis, como tabagismo e adiposidade, no período entre a juventude e a idade adulta têm o potencial de mudança para aqueles com níveis de alto risco de lipídeos e lipoproteínas no sangue na juventude”, escreveram os pesquisadores. “Segundo, elas enfatizam que programas preventivos direcionados àqueles que não têm alto risco na juventude são igualmente importantes se a proporção de adultos com níveis de alto risco for ser reduzida”, concluíram os especialistas.












quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CONSUMO DE AÇÚCAR ESTÁ ACIMA DO RECOMENDADO PARA TODAS AS CLASSES SOCIAIS



Do total de calorias dos alimentos adquiridos para consumo nos lares brasileiros, 16,4% vêm dos chamados açúcares livres, ou seja, o açúcar adicionado aos alimentos durante seu processamento ou consumo. O percentual está acima do limite de 10% recomendado por nutricionistas --o excesso é fator de risco para doenças como diabetes.

O consumo de gordura saturada, a mais perigosa para a saúde cardiovascular, também se aproxima do máximo de 10% recomendado. Na média nacional, está em 8,3%, mas já chega a 10,6% entre os membros de famílias com renda superior a R$ 6.225,00. Os dados são da pesquisa "Avaliação nutricional da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil", divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Como boa notícia, o estudo trouxe a informação de que o consumo de proteínas está adequado (entre 10% e 15% das calorias totais) em todas as faixas de renda --e mais da metade delas são de origem animal, que têm maior valor biológico.

Em média, a disponibilidade de calorias por pessoa nos domicílios foi de 1.611 kcal por dia em 2009, ante 1.791 kcal por dia em 2003. A redução pode estar relacionada à maior frequência com que a população está comendo fora de casa, já que foram analisados apenas os alimentos adquiridos para consumo no domicílio.












BRASILEIROS ESTÃO MORRENDO MAIS DE DIABETES E CÂNCER

Os brasileiros estão morrendo cada vez menos de doenças respiratórias e cardiovasculares e cada vez mais de câncer e diabetes, diz estudo divulgado ontem pelo Ministério da Saúde.

Ambos os movimentos estão ligados a mudanças no estilo de vida. Por um lado, diz o ministério, a redução do tabagismo ajudou a diminuir problemas de coração e pulmão. O número de fumantes caiu de 35% da população para 16,2% entre 1989 e 2009.

Por outro, estresse, sedentarismo e maior consumo de açúcar e gordura em alimentos industrializados elevaram o número de pessoas com diabetes tipo 2 e alguns cânceres, como o de mama.
A mortalidade por doenças cardiovasculares caiu 26%, embora ainda sejam responsáveis por quase um terço dos óbitos no país.
Já a mortalidade por diabetes cresceu 10% de 1996 a 2007 e, por câncer, 4%.
Após a divulgação dos dados, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) anunciou que sua pasta deve entregar um plano de combate à obesidade à presidente eleita, Dilma Rousseff, que estuda opções para substituir o titular do ministério.
O plano deve prever ações educativas e mudanças nas regulamentações sobre alimentos, em eventual acordo com a indústria.
Especialistas apontam, no entanto, que o problema não está só nos hábitos de vida
Para Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, em muitos locais do Brasil não são distribuídos os melhores remédios para tratar a doença.
Ele também destaca que o diabetes, em geral, não causa dor, o que retarda o diagnóstico, e que os pacientes resistem em seguir o plano alimentar e de exercícios estabelecido pelo médico
Em relação ao câncer, Anderson Silvestrini, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, diz que a mortalidade cresceu porque o número de diagnósticos tardios foi proporcional ao aumento dos casos. Para ele, contribuem para a demora na detecção do câncer o medo do paciente e a dificuldade de acesso a exames.



NASCIMENTOS
O estudo mostrou redução no número de grávidas adolescentes, embora o fenômeno ainda tenha força.
A quantidade de partos de meninas entre 10 e 19 anos caiu 20% mas, em 2008 (ano com dados mais recentes), ainda correspondia a um quinto dos nascimentos
A pesquisa mostrou ainda que, apesar das campanhas, o número de cesarianas cresceu, passando de 38% dos partos, em 2000, para 47% em 2007. Os bebês nascidos dessa forma têm mais baixo peso do que os nascidos por parto natural. Para Temporão, esses dados são indício de que as cesáreas estão sendo feitas antes da hora.







quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CONSUMO DE VEGETAIS PARA UMA VIDA MAIS LONGA



Um novo estudo aponta que consumir grandes quantidades de alfa-carotenos pode reduzir o risco de óbito por diversas causas, incluindo complicações cardíacas e câncer. Menos conhecido do que seu primo-irmão, o betacaroteno, este antioxidante também está presente em frutas e verduras.

Os dois nutrientes são chamados carotenóides – termo derivado de Daucos carota, nome científico da cenoura – devido à coloração vermelha, amarelada ou laranja que eles emprestam a uma série de alimentos. Uma vez consumidos, tanto o alfa quanto o betacaroteno são convertidos pelo corpo em vitamina A, embora se acredite que tal processo se desenvolva melhor com o betacaroteno.

O novo estudo, entretanto, aponta que o alfa-caroteno pode desempenhar um papel mais importante na defesa do DNA das células. Segundo os pesquisadores, isso pode explicar a habilidade do nutriente em limitar o tipo de dano causado aos tecidos que podem originar doenças fatais.

O estudo, realizado por uma equipe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), constatou que depois de 14 anos de acompanhamento, a maioria das pessoas – independentemente do estilo de vida, das características demográficas ou dos riscos de saúde em geral – apresentava menos problemas de saúde limitantes à vida na medida em que tinha aumentada a concentração de alfa-caroteno no sangue. O efeito foi dramático, com riscos caindo de 23 a 39% à medida que subiam os níveis de alfa-caroteno no indivíduo.

“O estudo continua a comprovar a questão de que existem muitos componentes nos alimentos – especialmente nas frutas e nos legumes de cor vermelha ou laranja – que fazem bem à saúde”, disse Lona Sandon, porta-voz da Associação Americana de Nutrição e professora assistente de nutrição clínica do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas, em Dallas (EUA). Sandon enfatizou, porém, que no momento o estudo apenas comprova uma associação entre o alfa-caroteno e maior longevidade e que não se trata de uma relação de causa e efeito. As descobertas serão publicadas na revista especializada Arquivos de Medicina Interna.
Alfa-carotênos
Pesquisadores liderados pelo Dr. Chaoyang Li, da divisão de supervisão comportamental com serviços laboratoriais e de epidemiologia do CDC, ressaltam que os alimentos de cor laranja – como cenoura, batata doce, moranga, abóbora, manga e melão cantaloupe – são ricos em alfa-carotenos, assim como os alimentos de cor verde-escura – como brócolis, ervilhas, espinafre, couve, folhas de nabo, couve-de-bruxelas, kiwi e alface.


Estes alimentos fazem parte da lista de recomendações atuais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que destaca os benefícios de consumir diariamente duas a três porções de frutas e de três a cinco porções de verduras.
A equipe de Li se concentrou nos resultados de mais de 15.000 americanos adultos, com idade acima dos 20 anos, que participaram da Terceira Pesquisa Nacional de Nutrição e Saúde. Todos os participantes passaram por uma avaliação médica entre 1988 e 1994, quando foram colhidas amostras de sangue. Os participantes foram acompanhados por um período de 14 anos até o ano de 2006. Até aquele momento, mais de 3.800 participantes já haviam morrido.
Análises de sangue revelaram que, em comparação aos participantes que tinham níveis de alfa-caroteno entre 0 e 1 micrograma por decilitro (mcg/dL), aqueles que estavam na faixa entre 2 e 3 mcg/dL tinham um risco 23% mais baixo de morte por todas as causas.

O risco de morte para os participantes com níveis de alfa-caroteno entre 4 e 5 mcg/dL, entre 6 e 8 mcg/dL e 9 mcg/dL ou acima, caíram 27%, 34% e 39% respectivamente, contra aqueles na faixa entre 0 e 1 mcg/dL. A equipe também relacionou os altos níveis sanguíneos de alfa-caroteno a um risco mais baixo de morrer dos dois principais vilões do país: complicações cardiovasculares e câncer.

Segundo o grupo de Li, embora sejam necessárias novas pesquisas, as descobertas apontam que o maior consumo de frutas e vegetais pode ajudar a diminuir o risco de morte prematura. Sandon concordou, mas advertiu que devemos ter cuidado com interpretações errôneas das descobertas.
“Ainda é muito preliminar. Ainda não houve muitos estudos clínicos avaliando esta questão. E é sempre complicado quando um único nutriente é selecionado de um grupo, pois os componentes dos alimentos podem trabalhar de forma isolada ou sinérgica. A pergunta é: Estaria o alfa-caroteno agindo em conjunto com outros nutrientes? Nós realmente não sabemos”, explicou.
Ela complementou: “O alfa-caroteno, por si só, provavelmente não é a causa de uma vida mais longa. Mas, ainda assim podemos dizer que se consumirmos mais tipos de fito-nutrientes encontrados nos alimentos, talvez isso possa nos ajudar a viver por mais tempo e com mais saúde”.

Esta é a conclusão, segundo Sandon: “Eu certamente acredito que seria errado que as pessoas concluíssem com o estudo que elas deveriam consumir especificamente mais alfa-caroteno. O que devemos concluir com a pesquisa é que devemos comer mais alimentos que contenham alfa-caroteno”.
E o que dizer sobre os suplementos nutricionais? A equipe de Li destacou que os suplementos antioxidantes atualmente disponíveis no mercado praticamente não contêm alfa-caroteno, e por isso o estudo apenas analisou o impacto de consumir o componente por meio dos alimentos.


Do The New York Times